Director: Carlos Morais José
 

--- 11-09-2007 ---
Fringe a brincar
Milhões e karaoke
Peço desculpa





Organização fala em sentimento patriótico e espírito independente

Milhões e karaoke

Um dos maiores eventos realizados pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, um orçamento de um milhão e quatrocentas mil patacas para “criar um outro tipo de pensamento nos cidadãos de Macau reforçando assim o sentimento de pertença relativamente à Pátria e a Macau, permitindo a participação de artistas e cidadãos”, segundo palavras da administradora do IACM, Isabel Jorge, na apresentação aos jornalistas do programa deste ano do Fringe.
“Em Junho na apresentação da organização deste festival, o IACM anunciou a intenção de chamar à direcção do Fringe vários elementos de associações locais”, prosseguiu a administradora. Ontem, a decisão de chamar as associações foi justificada por Isabel Jorge com a expectativa de que estas associações “possam, utilizando os seus pensamentos alegres, com menos encargos administrativos, levar para mais longe o futuro do Festival Macau Fringe, tornando-o, progressivamente mais independente”.
Para Choi Chi Hong, Chefe dos Serviços Culturais e Recreativos do IACM, “esta sétima edição do Fringe apresenta um conjunto de actividades que podem permitir a participação dos cidadãos. O objectivo é encontrar jovens e adolescentes que através desta participação desenvolvam um interesse pelas questões de arte e de cultura”.
Tal como em anos anteriores, “é graças às propostas e aos projectos abertos dos artistas que é possível a participação e o envolvimento da população” nas várias actividades que vão estar espalhadas por vários pontos turísticos da cidade. Cham Hao Keng, chefe de Divisão de Animação Urbana e Recreativa, o IACM tem ainda previsto a instalação de dispositivos de karaoke em diferentes locais da cidade “de modo a que toda a população possa participar”. “Vamos também poder contar com deslocações e presença mais contínua dos artistas em vários estabelecimentos de ensino da RAEM. Esta é uma tentativa de envolver os mais jovens e garantir uma interactividade entre o Fringe e as camadas mais novas da população, como adiantaria mais tarde, Ho Ka Way, representante de uma das associações presente na organização do festival, a “Força Musical Macau”. “Vamos organizar workshops, com actividades ligadas à música e à dança moderna e contemporânea”, exemplificou também Lao Chi Kai, representante da Macau Folk Club, outra das associações envolvidas.
Ho Ka Way adiantou aos jornalistas os planos da organização em termos de disposição geográfica dos vários eventos. Um dos pontos centrais será o Jardim de Camões que vai acolher por vários dias uma série de actividades musicais, mímica, espectáculos de rua. Depois, o Fringe espalha-se ainda pelas várias ruas da cidade velha “na expectativa de conseguir reforçar a comunicação entre os cidadãos e os artistas”, especialmente os mais novos. Para isso, o Festival vai criar vários palcos para actividades juvenis. Ho revelou ainda que este ano o Fringe de Macau vai acolher artistas oriundos de doze países, entre eles Taiwan, Coreia do Sul, Canadá, Espanha e Portugal.