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| Música | Director do Conservatório desvaloriza constante mudança de professores | | Dar a volta ao texto |
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Os professores que leccionam música no Conservatório integram, na maioria, a Orquestra de Macau e a Orquestra Chinesa de Macau. Trabalham a tempo parcial e, muitas vezes, não ficam no território mais do que um ou dois anos. Apesar de considerar “um problema”, principalmente no que diz respeito aos “mais jovens”, o director do Conservatório afirma que há outras formas de encarar a questão.
No total, a leccionar na Escola de Música, Dança e Teatro contam-se 100 professores recrutados em instituições artísticas de Macau, Hong Kong, Cantão, Xangai, Pequim, Áustria, Checoslováquia, Inglaterra, Rússia, Canadá, Estados Unidos e Austrália. Contudo, se para a dança e o teatro é possível contratar docentes a tempo inteiro – o número de alunos assim o exige -, não se pode dizer o mesmo no caso da música.
Entre a panóplia de instrumentos musicais que podem ser ensinados no Conservatório, contam-se alguns que não têm um número assim tão grande de interessados. Nesse caso, “não é viável arranjar professores a tempo inteiro”. Resta recorrer aos músicos que integram a Orquestra de Macau e a Orquestra Chinesa de Macau. Músicos que, terminado o contrato de um ou dois anos, acabam por abandonar o território e, necessariamente, os seus alunos.
Apesar de não negar a existência do problema, o director do Conservatório desvaloriza-o. “Claro que é bom para os alunos ter um professor durante um determinado período. Proporciona uma maior estabilidade”, diz. Contudo, também se pode ver a questão sob outro prisma. “Se tiveres vários professores podes aprender coisas diferentes. Penso que se um iniciado, dada a sua idade, puder seguir durante três ou quatro anos o mesmo professor, será melhor. Mas para quem está a aprender alguns instrumentos de sopro, é indiferente. No caso do oboé, por exemplo, tens de ter, pelo menos, 14 ou 15 anos para conseguir ter força suficiente para soprá-lo. Então, neste caso, mudar de professor de dois em dois anos não será um problema”, justifica. Mesmo assim, olhando para a Orquestra de Macau, “apenas 20 ou 30 por cento dos elementos mudam com frequência”.
L.L. |
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