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| EPM sem novidades, IPOR espera por Novembro, embaixada em Singapura | | Amado estuda e promete |
| Carlos Picassinos -- | |
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A abertura de uma embaixada em Singapura, uma solução para o vazio na direcção do IPOR até finais de Novembro e o lançamento de um estudo nos próximos meses para agilizar a presença portuguesa na Ásia foram as novidades deixadas ontem pelo ministro dos negócios estrangeiros português, Luís Amado, que se comprometeu ainda a celebrar “com dignidade” os 30 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a China que se assinalam em Fevereiro do ano que vem.
O ministro escusou-se a revelar o estado do programa de comemorações nem se referiu à comissão organizadora deste acontecimento que em Maio deste ano o seu secretario de Estado, João Gomes Cravinho anunciara em visita à RAEM.
“Não faltam três meses. As celebrações ocorrerão ao longo de todo o ano”, esclareceu ao Hoje Macau. “Haverá necessidade de acertar com as autoridades chinesas o tipo de celebração. O que eu anunciei”, precisou, “foi a necessidade de Portugal se preparar para o futuro da sua presença nesta região passados que são 30 anos de relações diplomáticas com a China e dez anos de transferência de poderes em Macau”.
Foi neste sentido que Luís Amado revelou que pretende lançar um estudo, coordenado por uma personalidade portuguesa, “em relação com a comunidade portuguesa de Macau, com as instituições que aqui estão sedeadas, com os responsáveis do poder da RAEM”, de forma a construir “uma percepção mais rigorosa das alterações estratégicas de forma a preparar a nossa estratégia e a nossa acção diplomática e a actividades das nossas empresas”.
Correcções no Fórum
O ministro fez ainda uma avaliação benevolente ao papel de Portugal no Fórum para a Cooperação Económica China/Lusofonia evitando pronunciar-se sobre as divergências entre Secretariado Permanente e Grupo de Apoio. “Há um ambiente de optimismo” e “há correcções que se impõem fazer em organizações que estão a nascer e esta tem cinco anos de actividades aperfeiçoar procedimentos e métodos de trabalho.
Sobre o Instituto Português do Oriente, Amado fez depender uma solução local da reestruturação do Instituto Camões, que representa o Estado português no IPOR, que estará concluída em fins de Novembro. “Sei que as instituições portuguesas aqui todas têm revelado alguns problemas e dificuldades. O que tenho afirmado é que podem contar com o apoio do Governo português. Houve aqui uma transição muito rápida e é natural que algumas instituições não se tenham convenientemente preparado para responder a essas mudanças”.
Ontem, Luís Amado referiu-se ainda à proposta de regulação de matérias sobre segurança do Estado, apresentado pelo Executivo local “O Governo português, enquanto signatário da Declaração Conjunta tem o dever e a obrigação de acompanhar a implementação dessa declaração e é isso que continuará a fazer no âmbito da sua representação em Macau e em Pequim”. |
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