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| Macau “não precisa” |
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E em Macau, é preciso regulamentar o Artigo 23º? As dúvidas surgem do lado de lá. “Se já há leis em vigor que já são adequadas para responder a ameaças à segurança nacional é necessário fazer uma outra lei? Após estes anos todos desde a transição, podemos verificar que não há uma necessidade concreta para se fazer uma nova lei”, defende o presidente do Partido Democrático, Albert Ho. O deputado acrescenta ainda que, em Macau, tem sido mais fácil controlar a segurança e assegurar disciplina do que em Hong Kong.
O que irá acontecer às associações políticas com ligações ao exterior é outra das questões que preocupa Albert Ho. É que, entende o deputado, a proposta de lei, apresentada pela secretária Florinda Chan, estipula que os organismos apenas podem estabelecer comunicações com grupos políticos de Macau.
O processo legislativo em curso no território pode, admite, exercer pressão psicológica em Hong Kong. Porém, também Albert Hu entende que há demasiados problemas por resolver em cima da mesa – o Executivo de Donald Tsang, espera, não irá apresentar uma proposta só porque Edmund Ho o fez. De um modo geral, os deputados do LegCo não parecem estar muito preocupados com a iniciativa do Governo da RAEM. Todos aceitam que a Administração de Hong Kong já tem muitos problemas em mãos.
Mas há sinais de alerta. Audrey Eu, uma das activistas que há cinco anos se opôs à proposta de lei apresentada por Regina Ip, teme que os residentes de Hong Kong possam, de forma acidental, violar as normas de Macau já que, entende, o crime de “actos preparatórios” poderá ser aplicado aos activistas de Hong Kong quando entrarem no território. |
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