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| Casa de Portugal volta a dizer que está disponível para a Livraria | | Petição segue esta semana |
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Continua a pressão por parte da Casa de Portugal para que o espaço onde está a Livraria Portuguesa não seja vendido. A petição promovida pela associação vai ser enviada para Lisboa esta semana e Maria Amélia António volta a dizer que a Casa de Portugal está disposta a assumir qualquer papel para assegurar a continuidade da Livraria no local onde está
A Casa de Portugal em Macau (CPM) quer evitar a venda das instalações da Livraria Portuguesa. Por isso, está disponível para qualquer solução que possa depender da sua intervenção, voltou a dizer ontem à agência Lusa Maria Amélia António, presidente da instituição. Entretanto, mais de 3.500 pessoas assinaram a petição “Salvemos a Livraria Portuguesa”, lançada pela CPM para sensibilizar as autoridades portuguesas a evitar a venda das instalações da instituição, no centro da cidade – o documento vai ser enviado para Lisboa ainda esta semana.
Segundo Amélia António, o número de assinaturas recolhidas é “um êxito”, que demonstra “não só a vontade da sociedade em que a Livraria fique no mesmo local”, como o “reconhecimento de que a Livraria Portuguesa é um ponto de encontro das comunidades lusófonas com a cultura em português”. Por isso, acrescentou, se uma solução futura para a Livraria depender de qualquer atitude da Casa de Portugal, a CPM “não irá virar as costas a uma participação a bem de todos, da cultura em português e da defesa dos interesses da comunidade lusófona”. Isto embora “não procure participação comercial em qualquer actividade”, frisou.
“Esperemos que as autoridades portuguesas fiquem sensibilizadas com a nossa petição, que entendam os objectivos que queremos atingir e que fique claro que se a solução passar pela nossa intervenção ou participação, não iremos voltar as costas ao problema”, disse à Lusa.
Amélia António sublinhou também que a petição com mais de 3.500 assinaturas de pessoas de Macau e de outras origens que passaram ou possuem ligações ao território, vai ser enviada ainda esta semana por correio electrónico ao Presidente da República lusa, primeiro-ministro, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cultura, Assembleia da República e grupos parlamentares de Portugal.
O Instituto Português do Oriente, cuja maioria do capital pertence ao Estado português, através do Instituto Camões, e tem como sócio de referência também a Fundação Oriente, quer vender as instalações da Livraria Portuguesa para criar um fundo para a difusão do português em Macau, como explicou à agência Lusa Madalena Arroja, directora do serviço responsável pelo ensino do português no estrangeiro do Instituto Camões. A mesma responsável garantiu ainda a continuidade de uma Livraria Portuguesa em Macau, num espaço que fonte ligada ao processo diz que está a ser pensado para uma rua secundária, a poucas centenas de metros das actuais instalações, através da concessão a um privado da exploração da livraria.
A criação de um fundo para a difusão da língua portuguesa não deixa, no entanto, de causar estranheza a Amélia António já que, como explicou, o “IPOR, que teve no passado a difusão da língua e cultura portuguesas na Ásia, tem agora a sua função exclusivamente restringida ao ensino do português em Macau”. “Sendo os cursos pagos pelos estudantes, de onde surge a necessidade de abdicar de instalações próprias em tempo de crise?”, questionou Amélia António, manifestando o receio que o fundo “sirva para pagar a actividade do IPOR nos próximos tempos e que um destes anos nem exista Livraria, nem fundo”. |
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