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| O que seria ideal |
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A discussão à volta da Livraria Portuguesa não se esgota na manutenção ou não das actuais instalações. O episódio que agitou a comunidade lusófona foi apenas um pretexto para se discutir publicamente vários outros aspectos. E tudo isso se reflectiu ao longo do debate organizado, na quarta-feira, pelo Hoje Macau. Porque é que os livros são tão caros? Se o vinho chega a Macau livre de impostos, porque não acontece o mesmo no mercado editorial? E por que não apostar na venda de mais publicações do mundo da lusofonia? Estas foram as questões mais vezes colocadas ao longo da sessão. Foram até lançadas algumas propostas para o futuro do estabelecimento. Um exemplo foi dado por Marques da Silva, assessor jurídico da secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. Em vez de uma Livraria Portuguesa, o espaço devia ser uma Livraria em Português, abrangendo e aproximando-se assim de todo o mundo lusófono. A visão da Casa de Portugal em Macau (CPM) já é bem conhecida. A presidente da organização de matriz lusa, Maria Amélia António, voltou a lembrar que a CPM estaria disponível para assumir o comando da livraria caso necessário. Um espaço que mais do que vender livros, deve funcionar como um centro cultural da língua portuguesa, diz.
A.L. |
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