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| Receitas indiferentes às mesas | | Observador do sector do jogo optimista face à crise financeira |
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É uma perspectiva optimista a que domina entre os observadores do sector do jogo em Macau sobre a evolução das receitas dos casinos para o segundo semestre deste ano. De tal modo, que parece convicção geral de que a diminuição do número total de mesas nos casinos da RAEM não fará uma diferença significativa nesta contabilidade.
É pelo menos o que considera o director do Instituto de Pesquisa sobre o Jogo, da Universidade de Macau, Fong Ka Chio que diz não acreditar no efeito das operações registadas antes de Junho, em vésperas da abertura do complexo City of Dreams, no que diz respeito à redução do número de mesas de jogo na RAEM.
No segundo trimestre deste ano, o número de mesas no total dos casinos e salas de jogo em Macau era de 4390, um valor que representou um aumento de 392 unidades se comparado com os números do primeiro trimestre. A inauguração da City of Dreams traduziu-se numa abertura de 520 mesas. Apesar disso, este sector registou um recuo relativo já que a concorrência, ao longo dos dois meses anteriores à abertura do novo complexo do Cotai, decidiu encerrar para cima de cem mesas.
Fong Ka Chio adiantou ainda que o número actual de mesas de jogo na RAEM não se traduz, proporcionalmente, no volume de receitas “já que os jogadores se encontram dispersos por vários casinos e eventuais mesas adicionais não farão qualquer diferença”. “Muitas mesas foram fechadas uma vez que os operadores consideraram que um investimento desta natureza não é considerado um investimento racional”.
Aquele responsável adiantou ainda que a diminuição do volume de receitas brutas era já previsível devido à crise financeira mundial a que se somou, ainda, o efeito de medo e paralisação provocado pela pandemia da gripe H1N1. Apesar de tudo, o cenário poderia ser pior. “Os casinos de Macau ainda permanecem competitivos já que para muitos visitantes e turistas ainda são um fenómenos relativamente novo e fascinante. Isto, por um lado”, sustenta. Por outro, “o pior período de recessão parece já ter passado, e por isso não seria de espantar que as receitas brutas possam vir a ultrapassar a fasquia dos cem mil milhões”, sublinhou. Declarações que surgem na linha dos dados revelados, anteontem, pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e que admitia que, apesar da crise, as receitas brutas do jogo poderiam, ainda assim, resistir e subir acima dos cem mil milhões.
Fong apontou ainda que o sector do jogo na RAEM poderá vir ainda a sofrer alguma pressão negativa se as autoridades chinesas decidirem restringir a emissão de vistos individuais de viagem, algures neste semestre, como medida de antecipação do dia nacional da China, que se celebra a 1 de Outubro próximo, e das celebrações dos dez anos da transição de poderes, a 20 de Dezembro que vem. A confirmar-se este cenário, este poderia significar um factor de dissuasão da entrada em Macau de jogadores e um aumento do impacto dos jogadores VIP no volume total de receitas.
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