Director: Carlos Morais José
 

--- 04-02-2010 ---
Cruz crédito
Prisão de vento
Piscadela de olho






Prisão de vento

Faltam guardas prisionais e mais de metade dos reclusos são estrangeiros

Nada menos do que 252 postos de guarda prisional estão por preencher no Estabelecimento Prisional de Macau, conforme admitiu o próprio director da prisão, Lee Kam Cheong. Actualmente, mais de metade dos prisioneiros detidos naquele estabelecimento são de origem estrangeira.
Apesar de acções de recrutamento contínuas, os quadros do estabelecimento prisional continuam altamente desfalcados – uma vez que o recinto de detenção foi expandido e redesenhado para acomodar 374 guardas prisionais de primeira classe e, actualmente, não se encontrarem em serviço mais do que uns meros 122 guardas, revelou Lee Kam Cheong, em declarações ao canal chinês da Rádio TDM. De acordo com o responsável, o recrutamento nunca foi interrompido e está prestes a ter início mais uma acção captação e formação de 30 novos guardas este mês, embora a saída de alguns funcionários acabe por compensar esse acréscimo, mantendo-se o número de guardas disponíveis praticamente inalterado.
A prisão de Macau organizou uma celebração a propósito do Ano Novo Chinês e um repórter da TDM que fez a cobertura do acontecimento reparou, durante a apresentação de uma dança chinesa, que nenhum dos dançarinos era local, e que três línguas foram faladas pelos apresentadores do espectáculo de varidades: inglês, cantonês e mandarim. Dos 926 reclusos da prisão de Macau, 55 por cento são estrangeiros. Por isso, os responsáveis têm apostado nas aulas de inglês, para suprir as necessidades decorrentes dessa mudança na realidade do panorama linguístico interno da cadeia.
Lee revelou também que o local onde será construída a nova prisão já foi terraplanado, na preparação para a construção; e que a prisão deverá estar operacional dentro de quatro anos, para acomodar mais 2700 prisioneiros, indo ao encontro das necessidades previstas para os próximos 10 anos. Mas recordou que antes de 1999 estava previsto o aumento das necessidades da prisão para 1200 até 2003, mas acabou por haver menos de 900 reclusos por essa altura, já que nas previsões não foram tidos em conta os melhoramentos na segurança.