Director: Carlos Morais José
 

--- 04-02-2010 ---
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Banco da China vai emprestar 2,5 mil milhões de patacas à Nam Kwong

Nada mais, nada menos que dois mil milhões e meio de patacas é quanto o Banco da China está disposto a autorizar num crédito à Nam Kwong, empresa controlada pelo Governo central chinês com significativa presença em Macau em vários sectores. Responsáveis da empresa garantem que a soma será inteiramente investida em Macau.
Sem precisar exactamente como é que a Nam Kwong irá aplicar os 2,5 mil milhões de patacas, Liu Dashan, director-geral da companhia, adiantou que um dos objectivos a curto prazo da empresa era reforçar a sua presença no mercado da energia.
Numa cerimónia que teve lugar no edifício do Banco do China, Liu Dashan anunciou o acordo garantido entre o banco e a empresa, afirmando apenas que a verba será usada em vários projectos de desenvolvimento, nas principais áreas de negócio da Nam Kwong, conforme noticiou o diário de língua inglesa The Macau Post Daily. Há 60 anos a operar em Macau, a Nam Kwong tem um leque diversificado de interesses, como sejam a logística, os combustíveis, o imobiliário ou as viagens, entre outros.
À margem da cerimónia, foi também apurado que a Nam Kwong estava à espera de uma Oferta Pública Inicial (IPO). “Estamos a considerá-lo”, confirmou Liu Dashan. “Mas não temos ainda qualquer plano concreto. Espero que num futuro próximo possamos adiantar mais alguma coisa sobre isso”, acrescentou, citado pelo The Macau Post Daily.
Uma fonte próxima da empresa, ouvida pelo mesmo jornal, terá revelado que essa IPO deverá ter lugar dentro de um ou dois anos. Tendo em conta as indicações dadas na semana passada pelo Governo central no sentido de exercer um controlo mais apertado aos empréstimos bancários e ao crescimento económico na China continental – que alguns analistas consideram “demasiado rápido” – a IPO pode aparecer mesmo como “uma boa opção tendo em vista futuras oportunidades de investimento em desenvolvimento.”
De acordo com a mesma fonte, o poder de venda da marca Nam Kwong deverá ser suficiente para assegurar uma operação bem sucedida, até porque as empresas controladas pelo Governo central são hoje em dia vistas como uma opção atractiva, tanto para os investidores chineses como para os internacionais, graças à relativa estabilidade económica de vivida pela China.
A Nam Kwong terá visto as suas vendas aumentarem 23 por cento em 2009 e espera duplicar as suas receitas num prazo de entre três a cinco anos, de acordo com uma nota divulgada pela empresa na terça-feira passada, mas que não refere no entanto os valores concretos atingidos.