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| Confúcios reúnem-se em Pequim Encontro mundial de institutos de cultura na China |
| Maria João Belchior -- | |
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Um encontro que cresce de ano para ano. A conferência mundial de Institutos Confúcio vê o número de membros aumentar em cada encontro.
Organizado pela sede em Pequim, a quarta conferência vai realizar-se a meio deste mês na capital e receber os mais de 280 representantes que vão chegar de todo o mundo. Com várias comunicações a ser apresentadas individualmente, o encontro deste ano tem como tema a importância dos institutos Confúcio em trabalhos na comunidade.
Actualmente existem 282 institutos espalhados por todo o mundo. Como forma de divulgar a cultura chinesa, os institutos têm-se revelado como um dos projectos de maior sucesso no expandir da presença e da importância da língua chinesa.
Presentes em 82 países, a maior parte dos institutos está na Europa, seguida dos Estados Unidos, Ásia e África.
Com um orçamento anual de cerca de 70 milhões de Euros, os institutos proporcionam aulas a 40 milhões de estrangeiros. Apesar de alguma polémica pelas acusações de se criarem institutos Confúcio como instrumentos de propaganda chinesa, o número de candidatos para receberem um instituto não pára de aumentar. Em alguns países, a falta de instalações próprias levou a candidaturas para abrir apenas “classes Confúcio”.
Segundo os dados da página oficial da Hanban, o grupo editorial por detrás dos institutos, existem hoje 241 “classes Confúcio”. Um número a que se juntam os institutos, fazendo o resultado chegar a 523 sítios onde se ensina mandarim sob o nome do velho filósofo da civilização chinesa. Ligado ao ministério chinês da Educação, o grupo Hanban integra também o Conselho Nacional para a Língua chinesa.
Para a grande parte dos directores dos institutos espalhados pelo mundo, a conferência mundial é a única forma de trocar experiências sobre os seus países. O objectivo chinês é juntar uma vez todos os anos, todos os directores.
Desde que abriu o primeiro instituto em 2004, o número de actividades tem-se diversificado. Um dos objectivos actuais é ensinar mais sobre a China mesmo àqueles que não querem entrar no grande projecto que é aprender chinês.
Praticar Taijiquan, assistir a filmes chineses, iniciar-se na arte de cortar papel, são à maneira de exemplo algumas das actividades abertas a todos e desenvolvidas pelo Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa. Em Portugal existe mais um Instituto Confúcio ligado à Universidade do Minho.
Apesar de alguns países como os Estados Unidos e o Japão se terem sempre mostrado receptivos à ideia dos institutos Confúcio, noutros casos como por exemplo na Índia, a ideia de ensinar chinês sob o patrocínio de Pequim não conseguiu até hoje conquistar seguidores e num país com 1.1 mil milhões de habitantes, existe apenas um instituto Confúcio. Nos Estados Unidos já abriram mais de quarenta e no Japão estão a funcionar sete institutos.
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