Director: Carlos Morais José
 

--- 11-09-2007 ---
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Executivo pondera mais controlo sobre empresas de autocarros

Concessão semi-automática

O Governo poderá vir a eliminar a cláusula que permite às concessionárias de transportes públicos e à administração renovarem automaticamente os seus contratos de concessão. A notícia foi avançada ontem pelo jornal Ou Mun, cujas fontes afirmam que o Executivo está a ponderar ganhar mais controlo sobre as duas empresas de autocarros e o seu actual monopólio.
De acordo com o jornal, os contratos vigentes, que concedem à Transmac e à TCM a exploração dos serviços de autocarros no território, contêm uma cláusula que permite que sejam renovados automaticamente por mais dez anos, caso as negociações sobre a sua revisão não tenham sido iniciadas pelo menos um ano antes de expirarem.
Ora o prazo para o final dos contratos das duas concessionárias termina em Outubro de 2008, o que significa que o Governo tem que decidir já no próximo mês se quer ou não rever o acordo em vigor.
Ainda segundo o mesmo jornal, a hipótese surge numa altura em que muitas vozes têm apelado a uma melhoria dos serviços de transportes públicos e em que o Executivo tem já prometido, por diversas vezes, que este é um sector prioritário.
Um dos problemas dos actuais contratos prende-se com o facto de o Governo só dispõe do poder para aprovar as carreiras propostas pelas duas concessionárias, em vez de poder também introduzir as que considera necessárias. Uma nuance que, para muitos, tem resultado na sobreposição de carreiras e no congestionamento das principais ruas da cidade.
Muitos esperam, por isso, que, a longo prazo, os autocarros de Macau se tornem um meio de transporte secundário, depois da introdução do sistema de metro ligeiro e das passagens automáticas.