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| Australiano lidera no final do primeiro dia | | A Vantagem de Both |
| José Carlos Matias -- | |
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Jogadores taiwaneses e australianos ocupam o topo da classificação, hoje, à partida para o segundo dia de competição do Open de Golfe de Macau, competição que anima até domingo o “green” do Westin em Coloane, numa iniciativa conjunta do Instituto do Desporto e da Associação de Golfe de Macau, sob a égide da Asian Tour.
Marcus Both, da Austrália, leva vantagem na ronda inicial depois de ontem ter conseguido completar os dezoito buracos com 66 pancadas, cinco abaixo do par, num dia em que os três favoritos, Wang Ter-Chang, Steve Elkington e Zhang Lin-Wei tiveram um desempenho abaixo das expectativas.
Ao contrário do que se previa, a chuva e o vento muito forte abandonaram Macau – com o afastamento do tufão Chanchu – dando lugar a um primeiro dia de competição com sol e uma temperatura amena. Quem teve razões para sorrir durante algumas horas foi Lin Wen-tang, de Taiwan, que liderou a prova com 67 pancadas, quatro abaixo do par, até que Marcus Both lhe retirou a satisfação de terminar o dia no primeiro lugar.
De qualquer modo não deixa de ser uma meia-surpresa o desempenho de Lin, dado que ocupa apenas o 55º posto do ranking da Asian Tour. Após ter terminado a prova, o golfista taiwanês afirmou estar “muito satisfeito com o desempenho, apesar do vento que se fez sentir”. Quanto à possibilidade de vencer o torneio de Macau, Lin Weng-tang, 31 anos, recusa embarcar em optimismos exagerados e refere que já jogou em vários torneios e que, mais do que vencer, a preocupação é “terminar bem uma competição”.
Quanto ao desempenho de Both, convém frisar que, apesar de ocupar apenas o 31º lugar do Asian Tour, ainda na semana passada, entre 11 e 14 de Maio, terminou o Aamby Valley Asian Masters, em Bombaim – a ronda anterior da Asian Tour - em quarto lugar. Além do mais, no ano passado o australiano ficou em segundo lugar com apenas mais uma pancada do que o vencedor Wang Ter-chang.
Domínio de australianos e taiwaneses
É interessante verificar que seis dos sete primeiros lugares da classificação são ocupados por jogadores de Taiwan e da Austrália - uma situação que se verificou no ano passado, quando, depois do taiwanês Wang Ter-chang, surgiram na classificação final três australianos – Marcus Both, Jarrod Lyle e Terry Pilkadaris.
Depois de Both e Lin, surge em terceiro lugar Brad Kennedy, com 68 pancadas, três abaixo do par. Este australiano de 32 anos explicou aos jornalistas que preferiu neste primeiro dia não colocar sobre si muita pressão, sendo que teve “sempre a sensação de estar a controlar as pancadas”. Sobre as expectativas para o resto da competição, após um desapontador 90º lugar em Bombaim, procura dar o melhor em Macau e se possível erguer a taça de campeão. “O meu objectivo é pelo menos ganhar um dos torneios da época na Asian Tour. As condições meteorológicas vão desempenhar um papel importante, mas desde que consiga manter um controlo sobre a bola, estarei confiante nos próximos três dias”, disse. Para Brad Kenndy seria importante vencer em Macau uma vez que não ganha um torneio internacional desde 2001, altura em que foi o primeiro no Bargara Queensland em Queensland, na Austrália.
As promessas tailandesas
A excepção ao domínio de atletas de Taiwan e australianos chama-se Chinarat Phandonsil, um jovem tailandês de apenas 17 anos que, ocupando o quarto lugar com 69 pancadas, duas abaixo do par, surge como uma estrela emergente do Macau Open.
Um outro jovem tailandês que está á espreita de deslizes de adversários e favoritos é Prom Meesawat que ontem estava na 9ª posição, com 70 pancadas. A nova sensação do golfe do antigo Reino de Sião ocupa o 18º posto na classificação da Asian Tour, num ano em que já venceu um dos torneios do circuito asiático: o SK Telecom, Open em Seul, na Coreia do Sul, no início de Maio. Após esta vitória preferiu regressar a casa para estar coma família não participando no Open de Bombaim. A imprensa tailandesa coloca-o num estatuto de nova coqueluche do golfe do seu país – uma situação para a qual contribuiu uma carreira de júnior repleta de títulos e a vitória recente no Open de Seul.
O norte-americano Anthony Kang chegou a liderar a prova com 69 pancadas, mas com o decorrer do tempo acabou por ser remetido para o quarto lugar em igualdade com o tailandês Chinarat Phadungsil, os australianos Michael Right e Kane Webber e Liu Wei-chih de Taiwan. Kang, que no ano passado ficou em 7º, afirmou que esta primeira ronda foi de rotina, mostrando-se satisfeito com o seu desempenho.
Elkington apalpa terreno
Para o cabeça de cartaz, Steve Elkington – que fez parte da equipa que venceu na quarta-feira o torneio Pro Am, competição que juntou equipas de profissionais e amadores – o primeiro dia serviu mais para conhecer melhor os dezoito buracos e para se ambientar ao “green” de Coloane. Terminando com 71 pancadas – o par – o australiano, que ocupa o 67º lugar no ranking mundial, confessou que está ainda a habituar-se ao campo, mas sempre foi dizendo que as condições são excelentes. Para os próximos dias vai tentar jogar com paciência e evitar problemas”.
Sobre o desempenho no primeiro dia, Elkington disse que não ganhou vantagem nos buracos de par cinco – não conseguindo fazer os buracos em menos de cinco pancadas, pelo que não conseguiu um resultado melhor. Vindo de uma lesão na anca, o golfista que em 1995 venceu o PGA Championship já recuperou dos problemas físicos que teve, contudo mostra-se ainda algo cauteloso. Na quarta-feira dizia que iria jogar mais na defensiva no primeiro dia: “Vou tentar ter sempre a bola à minha frente para saber para onde vou e esperar para ver sempre de onde sopra o vento, por isso, no princípio, vou jogar pelo seguro”.
Mais abaixo das expectativas esteve Wang Ter-chang. Depois da vitória no ano passado, o taiwanês arrancou o Macau Open 2006 com o pé esquerdo, fazendo os 18 buracos em 73 pancadas, duas acima do par, o que deverá tornar muito difícil a sua missão de renovar o título, uma vez que no ano passado o pior que fez foi 69 pancadas, tendo finalizado o torneio com 270 pancadas, numa média de 67.5 por dia. Wang, 44 anos, não conseguiu sequer cumprir o objectivo que anunciara anteontem – setenta ou 71 pancadas. Outro dos favoritos, Zhang Lian-Wei, fez mais uma pancada que o par, ocupando o 30º lugar.
Quanto a outros candidatos à vitória, o norte-americano Jason Knutzon, vencedor da edição do Open de Macau em 2004, ocupa o 19º lugar, com 71 pancadas, o britânico Chris Rodgers, 25º da tabela Asian Tour está na nona posição com menos uma pancada que o par, ao passo que o indiano Shiv Kapur teve um começo de prova muito negativo ao fazer os dezoito buracos em 78 pancadas, sete pancadas acima do par, o que coloca este jovem de 24 anos, vencedor do Volvo Masters of Asia, na Tailândia, numa situação muito complicada para lutar pelos lugares cimeiros.
Os atletas de Macau, Geoffrey So, Victor Wu, Cliff Chan, Johnny Senna Fernandes e Leung Kam Hung, como é hábito, ocupam o últimos lugares da classificação.
Hoje vai ser separado o trigo do joio, ou seja, no final do dia os jogadores que terminarem entre o primeiro e o 65º e outros que estejam empatados com este último, passam à fase seguinte, a ser disputada amanhã e domingo, sendo que a contabilidade é feita de forma agregada desde o primeiro dia de competição.
Em disputa neste torneio estão prémios monetários no valor de 300 mil dólares americanos (dois milhões e quatrocentas mil patacas), sendo que o vencedor arrecada 47 mil dólares. |
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