Director: Carlos Morais José
 

--- 23-06-2008 ---
Aliviar a pressão da mesa de bacará
Comunicação ácida
Cuidado com águas paradas
Desaparecimento no stock
Sequestro na pedicura





Associações promovem formação junto dos trabalhadores dos casinos

Aliviar a pressão da mesa de bacará

Desde a semana passada que três associações de Macau estão em outros tantos casinos do território para acções junto dos croupiers. A ideia é ensinar métodos que ajudem a contornar os problemas de quem tem um trabalho em que a pressão é muita.

Island Ian

“As autoridades governamentais têm vindo a investir cada vez mais recursos na prevenção do jogo compulsivo entre os residentes de Macau”. A constatação é feita por Bonnie Chang, assistente social que é conselheira de um serviço destinado a apoiar quem se vicia no jogo. “As operadoras também estão a cooperar mais nesta área e têm uma atitude mais responsável em relação às necessidades dos seus funcionários.”
As declarações foram feitas durante a apresentação de um programa no qual Chang está envolvida e que está a ser levado a cabo por três organizações locais – Associação da Juventude Voluntária de Macau, Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui e Associação dos Jovens Cristãos de Macau – com o apoio do Instituto de Acção Social.
Há já uns dias que várias equipas de voluntários e assistentes sociais se encontram em três casinos de Macau, dando aconselhamento psicológico e formação aos croupiers em áreas distintas, que vão de noções elementares da língua inglesa aos métodos de apoio a idosos. “Estes cursos que temos vindo a oferecer permitem que a vida dos funcionários se torne mais rica. Ajuda também a aliviar a pressão que se sente neste tipo de indústria”, explicou Bonnie Chang.
“Há poucos cursos destinados aos trabalhadores do sector do jogo e que se encaixem com o horário de trabalho a que estão sujeitos. O nosso programa é flexível”, referiu a assistente social do Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui. “Temos estado em três grandes casinos e distribuído os nossos panfletos informativos. De um modo geral, os funcionários mostram-se muito interessados”.
O programa conjunto das associações deverá prolongar-se ao longo de um ano e alargar-se a outros casinos do território. Connie Chang alerta para uma etiqueta frequentemente dada pela sociedade aos croupiers, e que convém evitar: “Diz-se que correm um grande risco de se tornarem jogadores compulsivos. O nosso programa não tem esta preocupação em mente e julgamos que tal ideia pode afastá-los deste tipo de iniciativa”, alerta.
Sobre o jogo compulsivo em Macau, a especialista diz que o Governo tem estado mais atento ao problema, tendo reforçado os recursos investidos junto das associações que lidam com a matéria. “Temos estado a oferecer os nossos serviços de aconselhamento a jogadores com dependência e queremos fazer um trabalho mais aprofundado de prevenção junto dos adolescentes”, rematou.