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| Não residentes... só a pagar |
| Kahon Chan -- | |
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Teve ontem início o programa de vacinação contra a gripe A H1N1
“A eventual vacinação para os trabalhadores provenientes do exterior é possível”, mas “é necessário estudar mais profundamente a cobrança a efectuar”. Trocando por miúdos, tal não deve acontecer antes de Março de 2010. Quem o diz são os Serviços de Saúde, que ontem deram início ao programa de vacinação contra a gripe A H1N1 em Macau.
As autoridades locais parecem acreditar que a doença é discriminatória no que toca a quem tem ou não BIR – isto apesar de afirmarem estar conscientes da importância de vacinar todos aqueles que habitam em Macau, independentemente do seu estatuto. Certo é que, em primeiro lugar, serão vacinados os residentes do território e só depois é que será criado um esquema para dar a mesma protecção a quem não é detentor do cartãozinho. Tal só deve ser possível, no mínimo, depois de Março de 2010, altura em que começa a terceira fase do programa de vacinação especial criado pelo Governo.
Além disso, ao contrário dos residentes, os trabalhadores importados vão ter que pagar pela vacinação – quanto, os Serviços de Saúde não sabem. De acordo com o contrato assinado entre os Serviços de Saúde e a farmacêutica Suíça Novartis, cada uma das 700 mil doses encomendadas pela RAEM custa 133 patacas aos cofres públicos.
Ontem, foram dadas as primeiras vacinas contra a gripe A H1N1 em Macau. Vários dirigentes da Administração deixaram-se fotografar no momento em que recebiam a inoculação – um deles foi o director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion (na foto). O primeiro lote de 100 mil doses de vacina (e não 200 mil, como noticiou ontem o Hoje Macau) contra a gripe H1N1 chegou a Macau no sábado.
Prevê-se que os trabalhos da primeira fase do programa de vacinação estejam concluídos até ao final do próximo mês, com a inoculação gratuita dos grupos prioritários (profissionais de saúde ou outros trabalhadores da primeira linha, portadores de doenças crónicas, grávidas, bebés, crianças, e alunos das escolas primárias e secundárias). No total, as autoridades estimam que cerca de 200 mil pessoas caibam sob esta designação.
Os elementos dos grupos considerados de risco (e com BIR) podem vacinar-se nos Centros de Saúde, Centro Hospitalar Conde de São Januário, Hospital Kiang Wu ou Clínica de Operários de Macau, caso tenham já consulta marcada. Caso contrário, podem vacinar-se em qualquer centro de saúde aos fins-de-semana ou feriados (exceptuando-se os dias 19 e 20 de Dezembro).
Ontem, o director dos Serviços de Saúde voltou a pedir a todos os residentes que se vacinem contra a gripe A H1N1, alertando para uma eventual segunda vaga da doença. Além disso, o responsável sublinhou novamente que a vacinação é segura.
De acordo com dados oficiais dos Serviços de Saúde, já se registaram em Macau cerca de três mil casos de gripe A H1N1. No entanto, perto de 60 por cento das pessoas apresentaram apenas sintomas ligeiros. Ontem, continuava internado no Centro Hospitalar de Conde S. Januário um caso confirmado da doença, em situação clínica grave.
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