Director: Carlos Morais José
 

--- 30-04-2010 ---
Estados Unidos ultrapassados
Explosão comercial
O novo turismo vermelho





Banco Mundial | Relações económicas com a China salvaram América Latina da crise

Estados Unidos ultrapassados

Destaque
"Desta vez, foi ao contrário; os Estados Unidos tiveram pneumonia grave e a América Latina realmente teve uma leve constipação "

As relações com a China ajudaram muitos países latino-americanos a sair da crise financeira global de forma muito melhor do que o esperado, disse um responsável do Banco Mundial. Sublinhando o que descreveu como uma "mudança notável", Augusto de la Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, disse que a "relação com a China" ajudou a região a avançar para uma recuperação rápida.
Há apenas 10 anos, a influência económica da China era praticamente inexistente na América Latina, que foi dominada por muito tempo pelos Estados Unidos e as suas relações políticas e comerciais, disse de la Torre.
Agora, porém, a China substituiu os Estados Unidos como o principal parceiro comercial de países como o Brasil e o Peru. De la Torre disse que a China é o principal motor para o crescimento de muitos países.
"Todos esperávamos que a América Latina faria o habitual, que é apanhar uma pneumonia quando os Estados Unidos se constipa", disse ele. "Desta vez, foi ao contrário; os Estados Unidos tiveram pneumonia grave e a América Latina realmente teve uma leve constipação ", acrescentou.
"Os países que estão a recuperar agora mais rapidamente são os países que estão mais relacionados a essa relação asiática através de commodities e directamente através de relações comerciais com a China", disse de la Torre, citando Brasil, Peru, Chile, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Argentina.
"Essa relação asiática ligou alguns países da região a um pólo de crescimento que parece ter um motor próprio".
O Banco Mundial estima que a economia brasileira, que tem o maior crescimento da região, crescerá cerca de 5,5 por cento neste ano. Mas de la Torre disse à Reuters que não se surpreenderia se a expansão fosse mais alinhada com as projecções de alguns economistas para uma expansão de até 7 por cento.